domingo, 19 de julho de 2015

A guerrilha e a arte

Uma vez estive com um ex-guerrilheiro do M19 e perguntei pra ele qual a sensação de ter deixado o front, de ter parado de lutar com as armas. Me respondeu o seguinte:
“... A guerrilha foi necessária, naquele momento precisávamos lutar e precisávamos de armas, tínhamos que impor um respeito, tínhamos que ter poder, mas o exercito é muito grande. 
Eu perdi muita coisa na guerrilha, perdi mulher, perdi familiares, minha irmã foi torturada e assassinado por minha causa. Eu estava matando o inimigo lá na selva, e vou te dizer uma coisa, matar não é nada bom. Matar é coisa do passado, as armas já não servem mais, a única forma de revolução possível é a revolução que vocês estão fazendo, revolução cultural, com arte, com armas de belos poemas! Matar é coisa do passado.”
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Documentarista e artista visual. Compartilha interesses pela produção artística paulistana. Atualmente produz seu novo documentário INÉDITOS E DISPERSOS
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