quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Realismo ficcional


Se é realismo não é ficção e vice e versa. Não quando vivemos neste mundão de hoje em dia. A pergunta não é o que é a realidade? Mas o que a realidade se tornou? Tornou-se um imenso conto de fadas, um big espetáculo, uma caverna pseudohightech de fantoches de sombras.  

Todo o jogo político, o consumo de alimento vegetal e animal, as guerras que via de regra servem para o genocídio. A fome que poderia ser zerada caso parássemos de comer carne, uma vez que os grãos do mundo são consumido pelo mercado animal. Fora isso as milhares de distinção que são meramente imaginárias. 


Não sabemos muito sobre o que é realmente elementar em nossa existência, ou se sabemos, estamos faz muito tempo esquecidos disso. Antes de mim já haviam escravos e é natural que eu seja também e meus filhos... perdulários infinitos de nós mesmos. 

Esse monte de séries que vemos, os avatares mil que temos nas redes sociais, a televisão, o rádio, o banner, o adesivo, a obra de arte, os avisos, tudo isso é uma narrativa que leva a pensamentos cada vez mais inúteis como o próximo sapato que vou comprar. Ninguém tá pensando em como construir uma nave para viajar pelo espaço. Apesar de saber que o impossível não existe, não acreditamos nisso. 

E vamos continuar comendo margarina anda que ela não traga nenhum único benefício ao corpo e vamos continuar fazendo coisas estúpidas pelo simples fato de estarmos acostumados e parecer difícil de mais transformar hábitos. Se a gente fosse tirando tudo que não é essencial em nossas vidas, íamos ficar com pouco ou quase nada além de nosso corpo.

Quando olho para esse mundo tão lindo e ainda tão pouco conhecido, justamente porque a humanidade é atenta demais ao próprio umbigo, sempre penso quantos impossíveis vão emergir possíveis diante de nossos olhos dizendo: não existe o impossível.

Quero viver o impossível, quero fugir dessa vida de novelas e empregos e salários e geladeiras. Quero sair desse mundo de ficções e encontrar um mundo onde o sentindo seja possível.
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Documentarista e artista visual. Compartilha interesses pela produção artística paulistana. Atualmente produz seu novo documentário INÉDITOS E DISPERSOS
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